YeonMi Park de 21 anos, norte-coreana, fugiu do seu país depois de ver a sua família e amigos serem mortos às mãos do governo de Kim Jong-Un. O regime ditatorial é baseado na ideologia juche que promove a completa auto suficiência nacional, isolando-se do mundo.
O testemunho desta refugiada, agora ativista contra a brutalidade do regime norte-coreano, está a minar as redes sociais.
“Só há um canal de televisão, não há internet, não somos livres de ver, dizer, usar ou pensar o que queremos. A Coreia do Norte é o único país do mundo em que as pessoas são executadas por fazerem chamadas não autorizadas para o estrangeiro.”
“No dia em que fugimos da Coreia do Norte, vi a minha mãe ser violada. O alvo era eu, eu tinha 13 anos. (…) Cerca de 70% das mulheres e raparigas norte-coreanas são vítimas na China, às vezes vendem-nas por 200 dólares.”
A história desta ativista pode ser lida em alguns sites e, embora só agora tenha chegado a Portugal, o testemunho de YeonMi remonta a 2008, quando conseguiu escapar-se, com apenas 15 anos, e ir viver para a Coreia do Sul. A jovem tem uma forte presença nas redes sociais e usa o Facebook, Twitter, Skype, Youtube e WeChat para falar sobre a crise dos direitos humanos na Coreia do Norte. Ela também dá palestras sobre o assunto.
De recordar a polémica sobre o filme “The Interview”, responsável por um ataque cibernético à Sony Pictures a propósito da estreia da película, que falava sobre o plano da CIA de assassinar o líder Kim Jong-Un em jeito humorístico.







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